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Como saber se um disco de freio está ruim? 5 sinais aos quais ter atenção

Disco de Freio

Muitos motoristas têm dúvidas sobre como saber se o disco de freio está ruim. Geralmente, isso acontece por esse componente ser instalado em um local de difícil inspeção, além de sua durabilidade ser longa. Tais características fazem com que essa manutenção passe despercebida em muitos casos.

A grande questão é que, se os problemas relacionados aos discos de freio não forem identificados na hora certa, a segurança do veículo pode ser seriamente comprometida. Quando essas peças estão desgastadas, o desempenho do sistema de frenagem é prejudicado, o que pode expor os ocupantes a uma série de riscos no trânsito.

Continue lendo este post para entender mais sobre o funcionamento do disco de freio e conhecer os sinais de que ele deve ser substituído.

Entenda o papel dos discos de freio

Os discos de freio são um dos principais componentes do sistema de frenagem mais utilizado nos veículos atualmente, que é chamado justamente de freio a disco. Esses componentes são afixados aos cubos de roda do eixo dianteiro, de tal forma que eles giram na mesma frequência do conjunto quando o veículo se movimenta.

As pastilhas de freio também são protagonistas nesse tipo de freio. Quando o pedal é acionado pelo condutor, elas são pressionadas contra os discos. O atrito faz com que a velocidade do veículo seja gradualmente reduzida, garantindo o seu controle em qualquer situação.

Durante a frenagem, esse atrito faz com que as partes esquentem bastante, variando entre 100 e 250°C. Para suportar essa tarefa pesada, os discos de freio são produzidos a partir de materiais muito resistentes, como ferro fundido ou cerâmica especial.

5 sinais de que o disco de freio está ruim

Mesmo sendo produzidos para suportar muitas frenagens, é inevitável que os discos de freio sintam os efeitos do desgaste em algum momento. Então, veja agora quais são os principais sinais de que esse componente precisa de atenção e descubra o que deve ser feito em cada caso.

1. Vibração na frenagem

Conforme o tempo de uso, é comum que ocorram deformações no corpo de um disco de freio. A razão para isso é que o contato intenso com as pastilhas vai consumindo seu material aos poucos, o que pode acontecer de maneira irregular, dependendo das condições de rodagem.

O resultado é a formação de ondulações em sua superfície, que causam incômodos tremores quando o freio é acionado. Se eles forem acompanhados de ruídos metálicos, é indício de que as pastilhas também estão comprometidas.

Além do barulho e da vibração persistentes, as frenagens tornam-se também mais instáveis, dificultando o controle absoluto do veículo em um momento tão crucial. Por isso, ao se deparar com algum desses sinais, você deve procurar uma oficina mecânica de confiança para realizar a substituição dos componentes.

2. Dificuldade para frear

Mais um sinal do tempo nos discos de freio é a formação de áreas porosas sobre sua superfície. Isso pode ser o resultado do desgaste excessivo ou mesmo de oxidação ocorrida no local. O fato é que essa condição prejudica o contato que deve ser estabelecido entre o disco e a pastilha no momento da frenagem.

Para compensar esse problema de desempenho, é comum que o motorista tenha que aplicar mais força no pedal, já que se torna mais difícil reduzir a velocidade do veículo. Outro problema é que a frenagem leva mais tempo para acontecer, o que pode ser um fator determinante para evitar uma colisão em alguns casos.

3. Pedal de freio duro

A dificuldade em frear, como vimos, é um dos sinais que pode identificar problemas relacionados aos discos. Quando o pedal se torna duro demais, é provável que o desgaste já esteja em um estágio avançado, podendo até prejudicar outros componentes do sistema de freio.

Uma razão possível para a rigidez excessiva do pedal pode estar relacionada a falhas no mecanismo de assistência, conhecido como hidrovácuo. Ele atua para tornar o acionamento mais leve, mas pode ter o desempenho prejudicado devido ao desgaste do disco de freio.

Também não dá para descartar que o problema de pedal de freio duro tenha origem na qualidade dos materiais utilizados na produção dos discos ou das pastilhas. Ou seja, preferir produtos de marcas confiáveis é um cuidado altamente recomendável na hora de substituir esses componentes.

4. Freio com pouca resistência

Esse problema envolvendo os discos de freio é exatamente inverso do que comentamos no tópico anterior. Acontece quando, ao frear, o motorista percebe que o curso do pedal está maior do que o habitual, sendo preciso chegar quase até o assoalho para conseguir uma redução na velocidade do veículo.

Uma das razões para esse problema é justamente o desgaste dos componentes do sistema de freio, entre eles, os discos. Quando sua superfície se torna irregular, as pastilhas têm mais dificuldade para realizar um contato uniforme no momento da frenagem. Assim, é preciso exigir mais dos pedais para se ter um efetivo controle da velocidade.

Tal situação também pode ter origem na falta de regulagem dos freios ou no vazamento de fluido. Dessa forma, visitar seu mecânico de confiança é a melhor maneira de descobrir as reais causas do problema e tornar a direção segura novamente.

5. Luz de freio acesa no painel

As luzes do painel passam ao condutor informações muito importantes sobre as condições de operação do veículo. Uma delas é a luz de freio, que é representada por um ponto de exclamação entre parênteses, geralmente na cor vermelha.

Esse é o mesmo aviso de quando esquecemos o freio de mão engatado. No entanto, se tiver certeza de que esse não é o caso, provavelmente o problema está em outros componentes do sistema, como no disco, nas pastilhas ou no nível baixo do fluido de freio.

Como a prevenção é sempre a melhor forma de cuidar do seu carro, nossa dica é realizar uma revisão a cada 40 mil km rodados. Além, claro, das checagens periódicas que ocorrem junto com outros componentes do carro que possuem períodos de manutenção inferiores ao disco. Assim, mesmo tendo em mente como saber se o disco de freio está ruim, você reduz as chances de enfrentar esses problemas e aumenta a segurança ao dirigir.

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