Tipos de pastilha de freio: saiba qual é a diferença entre elas

Todo mecânico que conhece um carro a fundo e se preocupa com suas condições sabe bem da importância de se verificar com mais atenção o estado de peças e componentes que estão sujeitos a um desgaste maior. Nesse sentido, um bom exemplo está no sistema de freios. Como existem diferentes tipos de pastilha de freio, os quais apresentam uma durabilidade diferente, é sempre bom fazer a checagem.

Não se pode deixar de lado o fato de que o bom funcionamento do freio é essencial para a segurança não só dos passageiros do carro, mas de todos aqueles que utilizam as vias. Portanto, é preciso confiar nas pastilhas utilizadas e, para isso, é essencial que elas estejam sempre em bom estado.

Como esse é um tema de grande importância no contexto das oficinas mecânicas, preparamos um artigo bastante informativo para falar um pouco mais sobre os diferentes tipos de pastilhas de freio, pontuando as suas principais características.

Continue a leitura e aprenda mais sobre o assunto!

O que é uma pastilha de freio?

De maneira bastante simplificada, as pastilhas de freio nada mais são do que as peças responsáveis por gerar o atrito necessário para frear o veículo. Essas pastilhas trabalham em conjunto com outros componentes do freio a disco, sendo um item primordial para que a frenagem ocorra de forma eficiente e segura.

Na prática, quando o pedal de freio é acionado, ele movimenta o êmbolo do cilindro mestre, que bombeia o fluido de freio para cada uma das rodas, fazendo com que a frenagem ocorra.

Vale lembrar que a atuação do pedal de freio é auxiliada por um componente chamado “servo freio”, também conhecido como booster. Sua função é amplificar a força que o motorista aplica no pedal, tornando o acionamento dos freios mais confortável e eficiente. Essa força aplicada no pedal é transferida para o fluído de freio que exerce uma pressão que promove o contato entre o material de atrito e o disco de freio, reduzindo a velocidade pela transformação da energia cinética em calor.

As pastilhas são compostas por:

●       Material de atrito — resinas, fibras sintéticas e partículas metálicas;

●       Plaqueta Metálica —      que seguem rigorosos padrões dimensionais e estruturais.

Quais os principais tipos de pastilha de freio?

No mercado de autopeças, é muito comum se encontrar mais de um tipo de pastilha de freio. Isso ocorre porque as pastilhas, embora tenham a mesma função, não são todas iguais e também não são recomendas para as mesmas situações.

Nesse sentido, a verdade é que cada tipo de pastilha tem as suas características e especificações técnicas, sendo mais ou menos adequadas para determinadas aplicações. Sendo assim, é muito importante conhecer os diferentes modelos de pastilha de freio, até para que o cliente da oficina possa ser mais bem orientado sobre o assunto.

Confira, a seguir, os principais tipos de pastilha disponíveis no mercado!

Pastilhas Cerâmicas

Muito leves, resistentes e de alta performance, as pastilhas cerâmicas são indicadas a veículos que necessitam de frenagem de alta precisão. Em contrapartida, sua fabricação é um processo caro e trabalhoso, o que torna seu custo mais elevado.

São compostas por fibras cerâmicas, enchimentos não ferrosos e agentes de ligação. São limpas, mais silenciosas, proporcionam frenagem mais suave, desgaste lento e não produzem pó tóxico.

Além desses pontos, suportam altas temperaturas sem deformidades e têm um maior coeficiente de atrito, ou seja, o carro percorre uma distância menor até parar. Assim, são consideradas as melhores entre todas as opções.

Porém, poucos veículos de passeio utilizam as pastilhas de freio cerâmicas. É ideal que elas acompanhem um disco cerâmico, para otimizar seu funcionamento. O preço elevado do conjunto faz com que ele ainda não seja o mais usado no Brasil.

Pastilhas Metálicas

Formadas de uma liga que mistura ferro, cobre, aço e grafite, as pastilhas metálicas hoje são as pastilhas mais utilizadas nos veículos. Têm boa performance, são eficazes e apresentam um preço acessível.

Apesar de altamente duráveis, devido à liga metálica extremamente dura, elas não são tão resistentes ao estresse da frenagem quanto as de cerâmica.

Seu funcionamento é maior quando em temperaturas mais elevadas, fazendo com que sua eficiência decaia em dias frios. Assim como acontece com os outros tipos de pastilha de freio, as pastilhas metálicas devem passar por revisões frequentes, sendo a melhor opção no quesito custo-benefício.

Pastilhas semi-metálicas

Como o próprio nome já indica, as pastilhas de freio do tipo semi-metálicas não são totalmente constituídas de metal. Na realidade, esse modelo é fabricado a partir da junção de componentes não-metálicos, orgânicos ou não, com compostos metálicos. Elas possuem um alto teor de grafite.

As patilhas semi-metalicas possuem boas propriedades de dissipação de calor e resistência mecânica, chegando a um produto final que apresente uma boa durabilidade e eficiência, com um bom custo benefício. São largamente empregadas em aplicações mais severas, como em veículos grandes e esportivos.

Por essa razão, as pastilhas semi-metálicas atendem bem às necessidades da maior parte dos consumidores, especialmente aqueles que desejam um produto durável, eficiente e que não tenha um valor muito elevado.

Por que é tão importante conhecer os diferentes tipos de pastilha?

A grande questão ao produzir pastilhas de freio de qualidade ideal, é garantir que a atividade que elas executam será concretizada. As rodas de um veículo giram muito rapidamente, e em veículos muito pesados ou que trabalham em altas velocidades, as pastilhas de freio sofrem quando acionadas.

Como mencionamos, a pressão e o aquecimento que elas sofrem durante a frenagem é imensa. Por esses motivos, existem diferentes pastilhas no mercado, cada qual com seu material, qualidades e fraquezas.

Dos quatro tipos de pastilha de freio apresentados, podemos concluir que:

●       Cerâmicas — são mais utilizadas em veículos de alto desempenho. São leves e resistentes, porém ainda não muito utilizadas em veículos de passeio devido ao seu preço de mercado;

●       Metálicas — têm custo e peso superiores em comparação às semi-metálicas, mas apresentam maior vida útil e melhor desempenho. Indicada para quem procura maior potência e durabilidade no dia a dia.

●       Semi-metálicas — é uma opção com excelente custo-benefício, já que entregam um bom desempenho, mas com a vantagem de não ser tão cara, como uma pastilha cerâmica.

Qual a vida útil das pastilhas de freio?

Não existe uma resposta precisa para essa pergunta. Isso porque a durabilidade das pastilhas de freio é um fator que está diretamente relacionado à forma como o veículo é utilizado. Por essa razão, a vida útil dessa peça pode variar bastante de uma situação para outra.

Basta imaginar algumas circunstâncias de utilização de um carro. Por exemplo, veículos que rodam diariamente em grandes cidades tendem a ter os seus freios acionados com muito mais frequência. Isso ocorre, principalmente, pelo fato de que em trechos urbanos o trânsito é mais lento, existem muitos semáforos e os engarrafamentos são frequentes. Logo, a todo momento a pastilha de freio entra em ação.

Por outro lado, aquele veículo que é mais utilizado em rodovias certamente terá seus freios acionados com uma frequência menor, já que nas estradas o deslocamento é mais contínuo e o motorista não tem que ficar parando a todo momento.

Quais os sinais indicativos de que é hora de trocar as pastilhas de freio?

Por se tratar de uma peça mecânica e que atua sob grande estresse, as pastilhas necessitarão ser substituídas em algum momento — ainda que o carro rode mais em rodovias. Na realidade, o desgaste das pastilhas é algo natural e faz parte da sua própria construção.

Diante disso, existem alguns sintomas que podem ser percebidos tanto pelo motorista quanto pelo mecânico e que indicam que as pastilhas não estão mais operando de forma adequada. Quando isso ocorrer, o mais indicado é fazer a substituição.

Vejamos alguns dos sinais que mostram que pode ser a hora de trocar as pastilhas:

●       ruídos altos e agudos ao pisar no freio;

●       trepidação anormal , é importante lembrar que em veículos equipados com ABS, a trepidação pode ocorrer no momento em que os freios são acionados de maneira mais forte, isso não significa que há alguma falha no sistema;

●       após o acionamento dos freios, o carro percorre uma grande distância até a parada total;

●       acionamento pesado do pedal;

●       o veículo apresenta uma notificação no indicador de desgaste das pastilhas no painel;

●       se o ruído metálico estiver muito alto;

●       presença excessiva de fuligem na parte de dentro das rodas do carro;

●       a cada 10.000km rodados.

Para manter a vida útil dos diferentes tipos de pastilha de freio, é recomendado evitar dar freadas bruscas e sempre usar peças indicadas pela montadora — portanto, não se esqueça de dar essa orientação aos seus clientes. Na necessidade da troca, verifique se o disco de freio ainda está em boas condições, de forma a não diminuir a vida útil das novas pastilhas.

Como fazer com que as pastilhas de freio durem mais?

Embora as pastilhas sejam componentes que sofrem um desgaste natural à medida que vão sendo utilizadas, isso não significa que não é possível adotar algumas medidas para aumentar a durabilidade dessa peça.

Na prática, existem ações simples que podem contribuir diretamente com o aumento da vida útil das pastilhas, fazendo com que o proprietário do veículo tenha que gastar menos com a substituição desse componente.

Na sua oficina, orientar sobre essas boas práticas pode funcionar como um diferencial importante, que demonstra a preocupação com a segurança e, por que não, com o dinheiro do seu cliente. Vejamos algumas das práticas positivas do ponto de vista da durabilidade das pastilhas:

●       evitar freadas bruscas sem necessidade;

●       antecipar situações que exigirão o acionamento dos freios e deixar o veículo reduzir a velocidade naturalmente;

●       fazer as manutenções do sistema de freio no tempo adequado, seguindo as orientações do fabricante do veículo e das peças;

●       utilizar um tipo de pastilha de freio que seja compatível com a necessidade do veículo;

●       não deixar em carro desengrenado em trechos de descida;

●       não rodar com o veículo com um peso em excesso — além de danificar outras peças, pode sobrecarregar os freios;

●       evitar utilizar os freios durante curvas;

●       fazer a limpeza periódica do veículo, removendo o excesso de resíduos do disco de freio, entre outras.

Por fim, como foi possível perceber, existem diferentes tipos de pastilha de freio, cada um deles com as suas especificações e aplicações ideais. Nesse sentido, é muito importante que a sua oficina esteja familiarizada com esse tema, pois além de ser uma modalidade de serviço bastante comum nesses estabelecimentos, é uma maneira de ter mais segurança e precisão na hora de adquirir as peças para o seu negócio, compondo o seu estoque com aquilo que realmente tem saída.

Agora que você já está mais bem informado sobre os diferentes tipos de pastilha de freio, o que acha de seguir lendo e aprendendo mais sobre o tema? Aproveite e confira também nosso guia sobre os diferentes modelos de freio!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.