Para o Motorista

Afinal, os carros elétricos são tendência no Brasil?

Carros elétricos

A tecnologia tem modificado as atividades do ser humano. Em relação ao ramo automotivo, a engenharia mecânica demonstra bastante evolução por meio dos modelos de veículos que buscam apresentar aos consumidores benefícios diversos, como maior conforto, economia e durabilidade.

Além disso, quando o assunto é sustentabilidade e tecnologia, os carros elétricos são uma grande aposta. Isso, porque a temática ecológica tem estado presente entre os principais assuntos de desenvolvimento de vários países, o que legitima a pesquisa por soluções aos desastres ambientais.

Essa busca, claro, passa pelos cuidados com o carro, como é o caso da emissão de poluentes pelos motores a combustão interna. Para resolver isso, os veículos de propulsão elétrica são vistos como uma boa alternativa, podendo se tornar maioria até 2040.

Dessa forma, as concessionárias de automóveis já apresentam vários modelos que respondem a essa necessidade. Mas será que os carros elétricos são tendência no Brasil? Falaremos mais sobre esse assunto neste post. Continue a leitura!

Efeito estufa e carros elétricos

A projeção do domínio dos carros elétricos no futuro tem muito a ver com os fatores ambientais vivenciados na atualidade. A esse respeito, podemos citar o agravamento do efeito estufa como chave para a motivação em investir em alternativas, como os veículos movidos a eletricidade. 

Esse processo, que ocorre de forma natural, é essencial para a sobrevivência do ser humano na Terra. Ele é resultante da concentração de gases na atmosfera, formando uma camada que permite a passagem dos raios solares e a retenção da radiação infravermelha (calor). 

Por meio desse fenômeno, é possível manter temperaturas aceitáveis para a sobrevivência de seres vivos em nosso planeta. Sem o efeito estufa, é provável que o planeta tivesse clima muito frio, o que impediria a vida na Terra. 

Mesmo assim, você já deve ter notado — em discussões nas redes sociais, por exemplo — que algumas pessoas se referem ao efeito estufa como um problema ecológico. 

Isso se dá pela interferência do ser humano na natureza. Com a utilização exacerbada de combustíveis fósseis em usinas industriais, bem como por veículos movidos a combustão interna, esse fenômeno natural é intensificado.

Desse modo, um processo que é de suma importância para a sobrevivência na Terra acaba se tornando algo negativo. Nos últimos anos, para evitar esse problema, vários países adotaram protocolos de segurança visando conter a emissão em excesso de dióxido de carbono (um dos compostos principais do processo estufa). 

Um desses caminhos é a viabilização de carros novos que apresentem o mínimo impacto ao meio ambiente, como é o caso dos veículos elétricos.

Tendência dos carros elétricos no Brasil

A princípio, ao traçar um panorama mundial sobre o uso de veículos elétricos, o que se percebe é que eles estão mais presentes nos países desenvolvidos. Isso se deve, principalmente, ao alto custo de implementação da tecnologia, o que torna a sua engenharia mecânica menos popular em alguns países.

Mesmo com esse cenário, porém, é fato que os carros elétricos estão cada vez mais presentes no mercado mundial. A transição para essa nova modalidade tecnológica se dá pelo investimento em sistemas mistos (motor a combustão e elétrico) que são os famosos carros híbridos

Nesse mecanismo, há várias possibilidades de coordenar o grupo propulsor do veículo. Isso quer dizer que esses modelos podem vir com motor a combustão interna destinado apenas a fornecer carga para as baterias ou, até mesmo, responsável pela tração do automóvel, tornando o veículo misto.

Temos, também, os modelos plug-in, quando o sistema híbrido pode ser conectado à rede elétrica para restaurar a carga das baterias. Mesmo que as versões de veículos 100% elétricos ainda sejam pouco comuns no mercado automotivo, já existem alguns desses sendo comercializados no Brasil.

O primeiro exemplo que podemos citar é o Renault Zoe. Ele é vendido por um valor médio de R$ 150.000. Sua potência é de 88 cv e tem autonomia de 300 quilômetros, atingindo uma velocidade máxima de 135 km/h. Outro modelo é o Nissan Leaf. Com um preço médio de R$ 195.000, esse veículo tem uma potência de 149 cv e autonomia de 389 km, além de atingir uma velocidade máxima de 143 km/h. 

Ainda, vale apontar que, para melhorar a questão da autonomia, uma das maiores apostas é o aproveitamento da energia gerada pelo sistema de freio. Interessante, né?

Além desses modelos, várias outras empresas estão investindo nessa tecnologia, sendo possível encontrar muitas marcas de elétricos no país. Por isso, em um futuro próximo, a tendência é haver uma maior popularização desses automóveis nas vias urbanas.

Desafios para a popularização dos veículos elétricos no país

Mesmo que se veja com bons olhos o crescimento e evolução dos veículos elétricos, no Brasil, esses modelos ainda não são acessíveis a todos. Muito se deve ao alto custo de investimento para adquirir um automóvel 100% elétrico. Isso, porque, no país, as indústrias que dominam essa tecnologia ainda estão em fase de adaptação ao mercado nacional.

Além disso, não há, por parte do governo federal, um incentivo significativo para o desenvolvimento desse nicho, o que dificulta que as empresas produzam artigos com valores mais próximos à capacidade de compra do brasileiro. 

Ainda, mesmo com grandes avanços nesses projetos, há alguns impasses para a popularização dos elétricos, como a limitação de autonomia. Outro problema, que complementa o anterior, é a falta de estrutura para assegurar pontos de recarga das baterias nas cidades brasileiras.

Essas são as principais informações acerca dos veículos elétricos como tendência no Brasil. Percebe-se que, devido a questões ecológicas ligadas ao carro à combustão interna (que apresenta uma taxa de poluição considerável), há a necessidade de buscar alternativas. 

Por isso, em um futuro próximo, é possível visualizar um cenário em que esses veículos se tornem parte do consumo popular. Isso possibilitará, além de vantagens ambientais, maior economia relacionada aos cuidados com o carro e aos custos energéticos para a locomoção.

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