
Sistema de ignição: 3 dicas para fazer a manutenção perfeita
Entender o funcionamento de um carro não é complicado: a energia gerada pela queima de combustível passa pelo motor que, por sua vez, transforma-a em movimento, o que faz com que o veículo rode. Por outro lado, mesmo em um processo simples, faz-se necessário compreender quais sistemas são fundamentais e como contribuem para que a operação seja fluida. Um deles é o sistema de ignição.
Com certeza você já ouviu falar dele, mas e seu funcionamento? Você sabe como ele funciona? Este artigo vai esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto e explicar como mantê-lo em bom estado, evitando prejuízos ou dores de cabeça. Confira!
O que faz o sistema de ignição?
A ignição é o atrito gerado para criar fogo através de uma faísca. Na operação veicular isso se dá através da mistura do ar com o combustível, formando o calor que movimenta os pistões. Para isso acontecer, ela conta com a ajuda das baterias que dão o pontapé inicial no processo de combustão, dando uma descarga elétrica até as velas.
Para a gasolina sofrer a queima, é preciso ter uma alta-tensão, o que é ocasionada pela composição de cobre contida nos fios da bobina de ignição. Com a centelha produzida, o sistema a distribui para as câmaras de combustão dos cilindros. A tecnologia favoreceu a sincronia entre esses sistemas para o correto funcionamento deles em conjunto, evitando que o motor fosse detonado, o consumo de combustível fosse sustentável e a emissão de poluentes fosse a menor possível.
Para que a combustão aconteça da melhor forma, as condições abaixo devem ser levadas em conta:
- relação estequiométrica da mistura ar-combustível;
- essa mistura precisa ser homogênea e apresentar uma boa turbulência;
- as velas presentes nas câmaras de combustão devem estar corretamente posicionadas;
- a duração da centelha deve ser controlada, para garantir a qualidade da combustão.
Em resumo, o sistema de ignição segue esses passos: distribuição e estoque de energia elétrica > geração de alta-tensão > fornecimento da alta-tensão às velas no ritmo de ignição necessário > produção da faísca na vela > inflamação da mistura.
Quais são os problemas mais comuns no sistema de ignição?
O potencial elétrico desse sistema é um dos responsáveis pelas eventuais falhas que podem aparecer nele. Manutenções preventivas são bem-vindas e capazes de prevenir problemas ainda maiores — para o automóvel e o bolso de seu motorista. Conheça os mais comuns a seguir.
Desgaste nas velas
As velas são as peças que asseguram que o combustível vai ser queimado da forma correta. Quando elas estão desgastadas, a gasolina tende a ser desperdiçada. Os cabos, bobinas e catalisador também podem ser afetados devido ao desgaste nas velas. O condutor precisa ficar de olho nesse ponto, principalmente, porque os modelos mais modernos nem sempre dão margem para que isso seja descoberto a tempo de ter prejuízos com o consumo de combustível.
Dificuldade para o carro “pegar”
Quando o sistema de ignição está com problemas, é comum que o motorista tenha dificuldade para dar a partida no carro e, se conseguir que ele pegue, para acelerá-lo. O automóvel vai perdendo a potência aos poucos e a tendência é que deixe seu condutor na mão a qualquer momento.
Diante dessa situação, caso confirme que a falha está nessa região (e não na bateria, por exemplo), evite fazer chupeta ou apelar para outros meios que não vão resolver o problema por completo. Leve o carro a um mecânico para obter um diagnóstico preciso e agilize o reparo necessário.
Emissão de gases poluentes
Por mais avançada que a tecnologia automotiva seja, ela ainda não conseguiu evitar que os automóveis eliminem gases poluentes, embora esse processo já tenha sido otimizado. Se o sistema de ignição não estiver funcionando corretamente, uma das principais consequências (e mais sérias) é o aumento da emissão desses gases.
Trata-se de um agravante não só para a máquina em si, mas para seu condutor e, principalmente, para as outras pessoas. Além disso, esse problema pode resulta em multa, pois o Código de Trânsito Brasileiro estabelece um limite para a liberação desses poluentes — e quando isso não é respeitado, o motorista é penalizado com pontos na CNH e com a quantia a desembolsar no pagamento de uma multa.
Como fazer manutenção no sistema de ignição?
O sistema de ignição é um dos que mais se atualizaram com o passar do tempo. Por isso, na hora de fazer a manutenção, é indispensável contar com bons profissionais que tenham experiência e expertise no assunto. Confira nossas dicas para não errar nessa ocasião.
Faça a manutenção com um mecânico de confiança
O profissional que vai avaliar seu carro deve ter conhecimento em elétrica e eletrônica, porque, quando há problemas no sistema de ignição, os primeiros componentes a analisar são na parte elétrica, como alternador e bateria. Essa confiança é essencial para que sua máquina esteja em boas mãos e não seja preciso gastar além do necessário.
Respeite a periodicidade das revisões
Quando o motorista leva as revisões a sério, ele sempre tem menos despesas com consertos automotivos e reduz as viagens até a oficina. Geralmente, as revisões acontecem com intervalos de 10 mil quilômetros, mas a melhor alternativa é considerar o que diz o fabricante.
Se seu veículo é muito utilizado em viagens ou se é comum passar por grandes engarrafamentos, como os das grandes cidades, esse tempo deve ser reduzido, visto que pode ocorrer uma sobrecarga dos sistemas do carro e antecipar seu desgaste. Fique de olho nas condições deles!
Exija produtos de qualidade
Caso haja necessidade de substituir alguma peça, questione sua procedência, pesquise a reputação do fornecedor e garanta que seu automóvel vai receber um componente de qualidade. Isso impacta diretamente na vida útil dos sistemas e em seu funcionamento, a curto e longo prazo. Assegurar esse cuidado protege seu carro contra outras falhas e o valoriza no momento de troca ou venda.
Aproveite nossas dicas e faça a melhor manutenção no sistema de ignição do seu veículo. Siga a Fras-le no Facebook, Instagram e YouTube!