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Pastilha de freio: pare agora e aprenda sobre esse tema!

Pastilha de freio

A pastilha de freio é um componente com influência direta sobre o conforto e a segurança dos automóveis. Mas apesar de sua importância, essas peças não recebem a devida atenção de boa parte dos consumidores finais.

E é por essa razão que desenvolvemos este conteúdo para você. Conscientizar-se do funcionamento e durabilidade das pastilhas é algo fundamental para garantir a tranquilidade nas estradas.

Preocupados em elaborar o melhor conteúdo possível, contamos com o auxílio de um grande profissional do nosso quadro de engenheiros, André Brezolin. Acompanhe!

O que são e como funcionam as pastilhas de freio?

Essencialmente, as pastilhas são pequenos componentes que integram o sistema do freio a disco de um veículo. Sendo assim, não são encontradas nos freios a tambor, que dispensam a utilização da peça em sua composição.

Descrevendo a anatomia de uma pastilha, percebemos que elas contêm algumas características fundamentais para a qualidade da desaceleração, como seu material, ranhuras e chanfros — responsáveis pela manutenção do conforto e obstrução de ruídos na frenagem.

Já quanto ao funcionamento, entenda que as pastilhas promovem a desaceleração do carro ao entrar em contato com os discos de freio. O atrito entre essas peças implicará na redução da velocidade nas rodas.

Que tal irmos mais a fundo? Confira pontualmente como ocorre a frenagem de um veículo equipado com esse sistema de freio:

  1. o motorista aciona o pedal de frenagem;
  2. a ativação do pedal bombeia o fluido do cilindro mestre para o sistema de freio;
  3. as pinças recebem a pressão hidráulica, oriunda da ativação do pedal, e empurram as pastilhas em direção ao disco;
  4. as pastilhas envolvem os discos, geram atrito e, consequentemente, diminuem a aceleração da roda.

Um grande ponto a favor dos freios a disco está na linearidade da frenagem, que ocorre sem engasgos, surpresas ou patinadas. Dessa maneira, todo o evento da frenagem será proporcional à pressão aplicada no pedal, garantindo estabilidade ao veículo e sensação de controle ao condutor.

Quais são os diferentes tipos de pastilha de freio?

As pastilhas podem ser encontradas em inúmeros materiais, cada qual mais adequado para determinadas situações. Sendo assim, elencamos abaixo os três principais materiais que compõem as melhores pastilhas de freio do mercado. Confira!

Cerâmicas

São as mais leves, resistentes e adequadas aos veículos de alta performance. Confira seus destaques:

  • composição: agentes de ligação, enchimentos não ferrosos e, majoritariamente, fibras cerâmicas;
  • prós: ultraleves, muito silenciosas, desgaste lento, frenagem mais precisa e suave, extremamente resistentes a altas temperaturas;
  • contra: em função de seu refinamento na construção, as cerâmicas têm o maior valor do mercado, sendo menos acessíveis que os modelos convencionais;
  • conclusão: são as melhores pastilhas, com os maiores preços.

Metálicas

São excelentes pastilhas que priorizam o melhor custo em função de seu desempenho. Seus destaques:

  • composição: liga de aço, cobre, ferro e grafite;
  • prós: bom desempenho e durabilidade;
  • contras: são pesadas e podem aumentar sutilmente o consumo de combustível; apesar de duráveis, não apresentam a mesma resistência ao calor que a alternativa cerâmica;
  • conclusão: a melhor opção custo-benefício, entregando por um preço intermediário uma alta eficiência na frenagem — principalmente para a maioria dos veículos, que não tem exigências de alto desempenho.

Orgânicas

Por fim, as pastilhas de menor custo. Entenda suas características:

  • composição: liga de aramida, grafite e resinas sintéticas;
  • prós: boa resistência térmica, frenagem silenciosa e baixo custo;
  • contra: menor durabilidade;
  • conclusão: a opção mais acessível, que entrega um desempenho honesto em função do menor valor.

O que determina a qualidade na escolha desse componente?

As pastilhas são componentes que operam sob altíssimo estresse. Sendo assim, pastilhas de qualidade diferenciam-se das convencionais em três fatores: resistência, durabilidade e performance. Entenda!

Durabilidade

A peça precisa ser adequada à finalidade do veículo. No caso dos veículos que frequentemente transitam por trechos lamacentos e empoeirados, os ditos off-roads, por exemplo, as pastilhas tendem a apresentar um desgaste acelerado, em função da maior exposição aos detritos.

Perceba ainda que essa peça também terá uma durabilidade diferenciada nos carros de circulação permanente, como os táxis, que, comparados aos veículos de passeio, apresentarão um desgaste muito maior, apesar de trafegarem quase que exclusivamente em trechos pavimentados. Sendo assim, ao escolher a pastilha, é fundamental considerar a finalidade do seu veículo, contemplando a durabilidade desejada.

Performance

Pastilhas de alta qualidade apresentam um desempenho de frenagem muito próximo ao das pastilhas originais, sendo importante considerar as especificações das peças que equiparam o carro inicialmente durante a escolha de uma nova. Dessa maneira, garante-se que o comportamento dinâmico do veículo esteja dentro da margem segura projetada.

Resistência

A resistência mecânica é um quesito indispensável para uma pastilha de qualidade. Esse critério tão importante é o que determinará a solidez da peça, que deverá impedir que ocorra uma quebra durante sua utilização.

Por isso, a pastilha precisa apresentar boa qualidade de construção, geralmente endossada por uma fabricante comprometida com a integridade de seus produtos e a segurança de seus clientes.

Esse critério se sobressai aos outros, justamente pela potencial fatalidade em caso de falha. A quebra de uma pastilha proporcionará uma infeliz surpresa, com a perda abrupta da frenagem — ao contrário de uma pastilha gasta, que entregará uma desaceleração fraca, pouco eficaz, mas ainda existente.

Isto posto, conclui-se que as pastilhas precisam reunir essas virtudes para entregar qualidade técnica ao usuário. Elas precisam frear bem, apresentar boa durabilidade e, sobretudo, garantir a segurança e o controle ao condutor, excluindo a possibilidade de quebra durante sua utilização.

Quando substituir as pastilhas de freio?

Esse período varia entre os diferentes veículos e propósitos. No caso de uma picape da Polícia Militar, por exemplo, com o uso pesado e constante as pastilhas acabam apresentando uma durabilidade de apenas 5 mil km. Nas mãos de um condutor convencional, a mesma picape e as mesmas pastilhas apresentariam uma durabilidade de até 40 mil km.

Sendo assim, a melhor recomendação está na assiduidade das revisões periódicas, que poderão indicar o desgaste acelerado e a eventual substituição preventiva. As revisões periódicas das pastilhas a cada 5 mil km podem ser fundamentais e evitar acidentes.

Monitorando regularmente a integridade do sistema de freio, você terá a garantia do funcionamento adequado e sem surpresas desagradáveis. Durante essas revisões, o profissional deverá avaliar a integridade das pastilhas, procurando por fissuras entre a região de atrito e a plaqueta metálica, a fim de minimizar as situações de quebra.

Além da evidente preocupação quanto à solidez dessas peças, pode ser interessante considerar também o conforto entregue por cada uma delas, identificando componentes de fabricantes que minimizam os ruídos causados pela frenagem.

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