Para o Motorista

Sistema de freio: um guia completo para os motoristas!

sistema de freio

Boa parte da segurança de um motorista e de seus passageiros depende da manutenção de um dos itens mais importantes do seu carro: o sistema de freio. Por isso, ele merece uma atenção especial, tanto na hora de fazer a manutenção do veículo como durante os trajetos percorridos.

Para que você fique por dentro de tudo o que precisa saber sobre o sistema de freio do seu automóvel e fique atento a formas de dirigir que permitam a melhor preservação dele, garantindo uma frenagem segura, mesmo nas situações de risco, elaboramos este artigo. Trata-se de um guia completo que vai ensinar a você o que é o sistema de frenagem, quais os principais tipos de freio usados no mercado atualmente, dicas de manutenção, entre outras. Confira!

Saiba como funciona o sistema de freio

O sistema de frenagem é composto de diversas peças, todas fundamentais para o desempenho na hora de desacelerar o seu veículo. Para que ele funcione, quando o motorista pisa no pedal de freio é preciso que haja um atrito nas rodas, reduzindo a velocidade do carro aos poucos ou bruscamente, quando necessário.

Isso ocorre quando a força da pressão que fazemos no pedal passa para o servo freio e, em seguida, para o cilindro mestre. É ali que fica o fluido de freio. Com o acionamento dessa engrenagem, uma pressão hidráulica é formada, comprimindo as pastilhas e as colocando em atrito com o disco. Isso é o que faz com que as rodas parem de girar.

Entenda quais são os componentes desse sistema

Mesmo que você não vá fazer sozinho a manutenção do sistema de freio do seu carro, é importante conhecer seus principais componentes para entender melhor o seu funcionamento e saber quando é a hora certa de procurar um mecânico. Veja quais são eles:

  • disco de freio, presente na parte dianteira ou nas rodas da frente e de traz;
  • tambor de freio, nos modelos mais recentes apenas na parte traseira do veículo;
  • pastilha de freio, usadas junto aos discos;
  • lonas de freio, ligadas aos tambores;
  • cilindro mestre, responsável por enviar o fluido de freio à frenagem nas rodas;
  • servo freio, que aumenta a força com que o motorista pressiona o pedal, acionando o sistema de freio;
  • cilindro de roda, responsável por acionar o freio traseiro, caso ele use tambores;
  • pinça de freio, onde as pastilhas ficam encaixadas e são pressionadas junto ao disco.

Conheça os diferentes tipos de sistema de freio

Cada vez mais, a engenharia estuda, pesquisa e encontra soluções que visam à maior eficiência nos sistemas de segurança dos veículos. Com os freios, não poderia ser diferente. Veja, a partir de agora, quais são os principais sistemas de freio usados nos automóveis!

Freio a disco

Pode ter seu elemento principal fabricado em cerâmica ou em ferro fundido. Nele, seu sistema de frenagem consiste no atrito entre o disco e a pastilha de freio, provocando a parada ou a desaceleração das rodas. O disco fica no eixo do veículo e as pastilhas, nesse caso, são acopladas às pinças que estão na suspensão.

Nos carros com freio a disco, quando o motorista aciona o pedal, o fluido é bombeado desde o cilindro mestre, alcançando os demais componentes do sistema. Assim, as pinças vão pressionar a pastilha junto ao disco. Quanto mais forte você pisa no pedal, maior é a força da frenagem, fazendo o carro parar.

O freio a disco costuma ter componentes mais caros do que outros sistemas, além de ficarem sujeitos a problemas por contato com a poeira, pedras e lama. Por outro lado, suas peças têm menos chances de deformar e apresentar danos, resistindo mais ao calor e apresentando manutenção mais simples.

O sistema de freio a disco é usado na parte dianteira de todos os carros de passeio e podem estar presentes, também, no eixo traseiro dos veículos mais sofisticados. Raramente são usados em automóveis mais pesados, por terem o custo mais elevado.

Freio a tambor

Seu sistema é semelhante ao de disco, mas no lugar dele apresenta o tambor, também conhecido como “panela”, acoplado dentro da roda. A diferença é que nos carros mais leves, ele é acionado pela alavancagem. Nesse sistema, o fluido hidráulico movimenta as sapatas e os calipers contra a parede interna dos tambores.

Nos freios de disco, a pressão do atrito exercida na roda quando é acionada a frenagem é lateral. Já no sistema de freio a tambor, essa força chega verticalmente, pois as sapatas pressionam a parte interna da panela.

Sua eficiência é garantida porque a superfície de contato entre o tambor e as lonas é maior. Portanto, quanto maior a força com que pressionamos o pedal, maior é a energia que chega às rodas, fazendo-as parar de girar. Por outro lado, o freio a tambor apresenta menos estabilidade ao motorista, se comparado ao sistema a disco.

Sua manutenção também é mais difícil, pois seu sistema é mais complexo, além da possibilidade maior de acumular líquidos como água internamente, causando problemas. Mesmo assim, os sistemas a tambor costumam ter o preço de manutenção reduzido, além de durarem mais. As panelas são comuns nos eixos traseiros dos veículos de passeio, nos veículos pesados e em máquinas agrícolas.

Freio pneumático

Os sistemas de freio a ar, como também são conhecidos, funcionam a partir do uso dos tambores, da mesma forma como citamos acima. A diferença é que ele não é acionado por pressão hidráulica, mas sim pelo ar comprimido na hora em que pisamos o pedal de freio. Esse ar fica armazenado junto ao motor, em um compressor, com pressões entre 2 e 11 bar.

Mangueiras e válvulas são responsáveis por distribuir o ar até os eixos do carro, após o acionamento do pedal. Quando freamos, portanto, o ar sai do eixo S e chega até o caliper, que é pressionado junto às sapatas e as lonas contra o tambor.

Uma das grandes vantagens do sistema de freio pneumático é que com ele não é preciso o uso de fluido de freio para que a frenagem funcione. Além disso, ele suporta altas pressões de frenagem de forma mais equilibrada, devido à utilização de múltiplas válvulas.

Por outro lado, para instalar e fazer a manutenção desse sistema o processo é mais caro, pois ele é mais complexo do que os de tambor ou a disco. Mesmo assim, o freio pneumático é bastante utilizado em veículos mais pesados, como caminhões, ônibus e carretas, além de trens de carga.

Freio ABS

A sigla vem de Antilock Braking Sistem, na tradução literal, sistema de travagem antibloqueio. Nele, as válvulas eletrônicas são responsáveis por evitar o travamento das rodas. Isso ocorre a partir da leitura obtida pelo sensor que está acoplado às rodas, calculando a velocidade de rotação delas em relação à força do motor.

Assim, se as rodas estiverem travando, instantaneamente a pressão sobre elas é aliviada, o que o motorista vai perceber quando houver trepidação do pedal. O sistema ABS pode ser usado nos freios a disco e de tambor e serve para otimizar o atrito entre o pneu e o solo, reduzindo a distância de parada.

Seu custo é bem mais alto, em comparação com os demais, fazendo com que o preço dos carros que possuem freios ABS sejam mais elevados. Naqueles que usam freio ABS, a manutenção é mais difícil, pois as variações de frenagem são maiores. Mesmo assim, devido à sua segurança, todos os carros produzidos desde 2014 no Brasil possuem o sistema como item de série, por determinação da Lei 11.910/09.

Freios de carros elétricos

Os carros elétricos têm sistema de frenagem regenerativo, diferentemente dos tradicionais, com sistema degenerativo, com o principal objetivo de economizar a média de consumo da bateria. Isso porque, nos carros convencionais, o sistema dissipa a energia cinética, fazendo com que ela vire calor e ruído através da fricção. Já nos carros elétricos, sua função é usar parte da energia cinética da movimentação do veículo para gerar energia elétrica e direcioná-la à bateria.

Além de proporcionar uma economia, reaproveitando a energia, a frenagem usada nos carros elétricos aumenta a vida útil do sistema, exigindo menos manutenções preventivas. Os sistemas usados nos carros movidos a eletricidade são inteligentes, aumentando assim a capacidade de regenerar a energia durante o acionamento dos freios. Dessa forma, o motor reaproveita a força usada para se movimentar durante o acionamento do freio, em vez de dissipá-la.

A intenção dos engenheiros que pesquisam formas de melhorar a autonomia desses veículos é retirar, ainda, os freios de fricção dos eixos traseiros. Isso vai proporcionai o melhor aproveitamento da energia. Mesmo antes de conseguir essa mudança, os carros elétricos já têm sua carga nos discos, pastilhas, tambores, pinças e cilindros aliviada. Mas ainda precisam de cuidados especiais na manutenção do seu sistema de freio.

O sistema regenerativo prevê manutenções preventivas mais espaçadas, pois há menos desgaste em seus componentes, se comparado aos sistemas tradicionais. Por outro lado, é preciso dar atenção maior à manutenção do motor, já que é ele que faz com que o carro se movimente e desacelere, além de fazer o trabalho de regeneração de energia cinética, transformando-a em energia elétrica e enviando-a até a bateria.

Outra informação importante para os proprietários de veículos elétricos: o sistema eletrônico do carro é responsável por gerenciar a sua frenagem por causa do uso de um sistema eletro-hidráulico. Nele, o cilindro mestre recebe o comando de forma eletrônica e, assim, melhora a distribuição de energia para o sistema de frenagem.

Veja os cuidados que o motorista deve ter ao utilizar os freios

Que o sistema de freio é um dos itens mais importantes para a segurança de todos dentro do veículo, já conhecimento comum. Mas você já ouviu falar das maneiras mais recomendáveis de preservar os componentes do sistema de frenagem por mais tempo, melhorando o desempenho de seu veículo e proporcionando, inclusive, economia?

A partir de agora, vamos mostrar que há ações que podem ser praticadas pelo motorista para que os itens que compõem a frenagem durem mais e para que você não tenha problemas durante seus percursos, principalmente em viagens, quando os freios são mais exigidos. Confira!

Frenagem em curvas

O risco de acidentes ao pisar no pedal do freio durante uma curva, em especial na estrada, quando a velocidade do veículo costuma ser maior, é muito grande. Fazer isso pode levar o carro a sair da pista ou travar as rodas, derrapando. O problema de segurança é ainda maior se estiver chovendo ou se houver óleo no asfalto.

Além de todo o risco envolvido nessa atitude, saiba que ela reduz a vida útil dos itens que compõem o sistema de freio. Portanto, a melhor maneira de entrar em uma curva é começar a frear lentamente quando ainda estiver na reta, reduzindo a marcha e angulando bem o volante. Dessa forma, quando estiver na curva, não precisará usar o pedal do freio e seguirá o caminho com mais suavidade.

Freadas bruscas

Sabemos que, muitas vezes, elas são inevitáveis. Mas o melhor é deixar esse hábito de lado e usá-lo somente nas situações emergenciais. O ideal é que você dirija com atenção para conseguir antecipar as situações de risco e poder dosar a força com que pisa no pedal do freio, diminuindo a velocidade aos poucos, em especial quando estiver se aproximando do sinal amarelo ou vermelho.

As freadas bruscas podem fazer com que o disco fique empenado e os freios sofram mais rapidamente com o desgaste. Os pneus também sofrem com elas e, se forem constantes, terão de ser trocados mais rapidamente. Outro prejuízo: o consumo de combustível também é maior quando freamos muito rapidamente.

Freio de mão

Muitos motoristas ainda guardam o hábito de usar o freio de estacionamento durante os trajetos, com o carro em movimento. Mas saiba que essa atitude só é recomendável em casos de emergência e, mesmo nelas, o freio de mão deve ser puxado suavemente, atrelado à redução gradual de marchas.

Frear bruscamente usando o freio de estacionamento aumenta o risco de capotamentos e dos famosos cavalos de pau e, dependendo das condições da via, esse movimento poderá resultar em um grave acidente. Além de desgastar os pneus.

Frenagem em declive

Outro hábito comum entre motoristas e que deve ser evitado é o de descer terrenos em declive em ponto morto. Você já deve saber que a prática é proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Além disso, se a sua intenção é economizar combustível, saiba que o efeito pode ser contrário.

A regra, para esses casos, é simples: o motorista deve usar na descida a mesma marcha que usaria naquela subida, evitando que os freios fiquem desgastados ou superaquecidos, o que poderia causar falha nos freios. O uso do chamado freio motor, portanto, é indicado para limitar a aceleração brusca do carro nos declives, reduzir o consumo de combustível e poupar o sistema de freio.

Parada desligando o carro

Esse é um erro praticado por alguns motoristas que pode resultar em acidentes, caso não haja cuidado e muita atenção. Desligar o carro quando ele ainda está em movimento pode fazer com que o servo de freio pare de funcionar. Com isso, o pedal do freio vai ficar mais duro, sobrecarregando o sistema e, muitas vezes, impedindo você de conseguir parar o veículo a tempo de evitar uma colisão.

Frenagem brusca com ABS

Há proprietários de veículos que têm o sistema ABS que acham que podem pisar de forma mais brusca o pedal de freio sem que haja problemas. Isso é um engano: o ABS evita o travamento das rodas quando há esse risco, mas não atua nas frenagens normais durante o percurso. Pelo contrário. Nesses casos, os freios sofrerão maior desgaste.

Considere a importância de fazer uma manutenção preventiva

O sistema de freio, como mencionamos, tem sido aperfeiçoado cada vez mais pelos engenheiros que atuam na indústria automobilística. Assim, têm uma quantidade maior de componentes que fazem parte dessa engrenagem, potencializando a eficiência de suas peças. Se há um avanço na tecnologia, por outro lado há uma necessidade maior por parte dos donos de veículos de fazer a manutenção preventiva periódica, ficando atento, sempre, a qualquer mudança apresentada em seu funcionamento.

Afinal, falhas nos freios podem causar acidentes graves e, até mesmo, fatais. Quanto antes os problemas forem encontrados e solucionados, mais tranquilo e seguro será o uso do automóvel para você e para a sua família. Além disso, a antecipação de falhas no sistema ajuda na redução de gastos com o veículo. Em especial se forem usadas peças de qualidade, avaliadas e trocadas por uma oficina mecânica de confiança, garantindo o bom desempenho na hora da frenagem.

Saiba o momento certo de se fazer a revisão do sistema de freio

Se você nos acompanhou até aqui, já sabe como funciona o sistema de freio, quais são os tipos mais comuns usados nos automóveis brasileiros, aprendeu a usar os freios com menos chances de provocar seu desgaste e entendeu a importância da manutenção preventiva. Agora, é hora de descobrir quais sinais o veículo pode apresentar mostrando é hora de consultar um especialista e fazer a revisão do sistema!

Pedal do freio tremendo

São comuns as trepidações no pedal do freio nos carros que têm sistema ABS, quando você dá uma freada mais brusca. Afinal, essa é a função dele: impedir o travamento das rodas, o que é perceptível justamente quando há essa trepidação. Mas é importante que você conheça bem esse movimento e perceba em que momento ele ocorre.

Isso porque o pedal também pode tremer se os discos de freio estiverem empenados, fazendo com que a pastilha não tenha aderência e o sistema de frenagem sofra uma oscilação.

Barulho durante a frenagem

A frenagem, em geral, deve ocorrer de forma silenciosa quando tudo está em ordem. Mas se você ouvir qualquer tipo de ruído, o melhor a fazer é procurar um mecânico. O barulho de metais em atrito, por exemplo, indica que está na hora de trocas as pastilhas e os discos de freio. Do contrário, há um risco de o sistema falhar, provocando uma colisão.

Pedal muito duro ou suave

Quando adquirimos um veículo, passamos a conhecer o seu funcionamento, os barulhos que ele produz e, até mesmo, a sensação ao pisar em seus pedais de aceleração, de embreagem e de freio. O normal, é que o pedal de freio tenha uma pressão moderada.

Se, com o passar do tempo, ele ficar mais rígido é preciso verificar o que está acontecendo. Pode ser um sinal de que há danos no fluido ou no disco. O contrário disso, quando a pressão no pedal está muito mole, é uma indicação de que as pastilhas estão gastas ou de que o cilindro mestre tem algum problema.

Acúmulo de água no fluido de freio

Essencial para o bom funcionamento do sistema de freio, o fluido deve ser trocado de acordo com a quilometragem indicada no manual do proprietário do veículo. Isso porque ele pode absorver umidade, tornando-se um risco e gerando falhas no sistema como um todo.

Quando é contaminado com água, o fluido de freio pode sofrer alterações em seu ponto de ebulição, reduzindo a eficiência da frenagem em até 30%, dependendo da quantidade de umidade presente nele. Portanto, esse é um ponto de atenção para o mecânico, inclusive no momento de fazer a troca do fluido. Deve-se evitar, por exemplo, que se faça a complementação do reservatório: quando isso é necessário, o melhor é trocar todo o componente de uma vez.

Quanto mais você conhece sobre o seu carro, maiores são as chances de você tomar os cuidados necessários para evitar que ele tenha problemas inesperados e que podem afetar a sua segurança. Por isso, é importante que se preste atenção a todos os sinais que o veículo apresenta e que se procure uma oficina mecânica de confiança sempre que houver alguma situação incomum, como ruídos ou comportamentos estranhos dos componentes durante o trajeto.

O sistema de freio deve ser o item número um de atenção do motorista. Ele precisa receber a manutenção preventiva de acordo com as indicações do manual de fábrica ou se você perceber algo de errado em seu funcionamento. O uso de peças de qualidade ajuda a garantir a segurança de todos dentro do carro.

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