Descubra quais são os tipos de manutenção de veículos?

Você já deve saber que ter um carro não se resume apenas a abastecer e andar por aí. Também é preciso ter vários cuidados para que ele não perca sua capacidade de atender as demandas da rotina do dono. Por isso, a manutenção de veículos representa um papel fundamental na relação entre o carro e o proprietário.

A falta de manutenção tem efeitos nocivos que colocam em risco qualquer veículo. Eles podem recair até mesmo sobre a própria segurança dos ocupantes e de terceiros, no trânsito urbano e em rodovias. Também é fator decisivo na depreciação acima do normal para carros que não recebem o devido cuidado.

Então, que tal ficar por dentro dos principais tipos de manutenção de veículos? Selecionamos os mais relevantes com explicações detalhadas. Confira!

Manutenção preventiva

É a manutenção realizada a partir de critérios como a quilometragem e o tempo. É recomendada a cada 10 mil quilômetros rodados ou a cada seis meses. Mesmo veículos que ficam longas temporadas parados precisam passar por ela, pois a falta de uso também gera problemas e retira a confiabilidade do automóvel.

O mecânico deve avaliar quais são as intervenções que devem ser feitas, de acordo com a vida útil das peças e componentes, levando em consideração a idade e a quilometragem. Os serviços mecânicos mais comuns são a troca do óleo lubrificante do motor, a checagem do sistema de freios, do nível dos fluídos e a troca de filtros.

Os serviços são realizados em todas as revisões do veículo e alguns outros podem ser feitos quando verificada a necessidade. São exemplos a troca da correia dentada e do alternador, da junta do cabeçote, das velas do distribuidor, dos discos e pastilhas de freio, a manutenção de embreagem, entre outros componentes que apresentem desgaste acentuado.

Manutenção corretiva

Quando a manutenção não é feita de forma preventiva, aumenta o risco de ser demandada a manutenção corretiva. Isso porque prevenir é melhor que remediar, como diz a sabedoria popular. Mas, claro, sistemas mecânicos sempre estão sujeitos a quebras e falhas, mesmo que todos os cuidados sejam tomados periodicamente.

Você já deve ter visto veículos que mal saíram da concessionária e são guinchados em razão de falhas mecânicas. Isso é bem mais comum do que parece, pois, peças novas também podem apresentar defeitos. Mas a melhor forma de evitar os gastos e dias com o carro na oficina é por meio da manutenção preventiva.

Exemplos de Manutençaõ Corretiva

Para exemplificar, basta pensar que a falta de troca da correia dentada, dentro do recomendado, pode levar ao seu rompimento. A peça em questão costuma custar menos de R$ 100,00, mas sua quebra tende a levar ao entortamento das válvulas do cabeçote e outros problemas no motor. E o custo do conserto será muito superior ao que seria gasto com a simples manutenção preventiva.

Outro bom exemplo são os danos causados pelo óleo lubrificante velho, que perdeu a viscosidade, ou que está abaixo do nível recomendado. Sem a lubrificação do motor, as peças que atuam em atrito constante tendem a superaquecer e se fundir. Isso provoca o travamento do motor ou ranhuras que comprometem por completo o seu funcionamento.

Nesse caso, a correção do problema pode passar pela retífica das peças e substituição daquelas que estejam extremamente comprometidas, ou mesmo a troca do motor. Vale apontar que 1 litro de óleo lubrificante custa menos de R$ 50,00, enquanto o conserto do motor fundido supera facilmente os R$ 1 mil.

Para evitar esse problema, também é importante cuidar do sistema de arrefecimento, que tem como peça principal o radiador do veículo. O proprietário jamais deve andar com o carro superaquecido e precisa parar caso a luz de óleo acenda. Essas recomendações ajudam a evitar a manutenção corretiva, que é demandada quando a pessoa ignora ou negligencia a preventiva.

Manutenção preditiva

É o tipo de manutenção que analisa constantemente o funcionamento de cada componente e faz uma espécie de mapeamento sobre a vida útil de cada peça. Isso gera maior previsibilidade na relação entre o condutor e o carro, bem como a possibilidade de se fazer um planejamento eficiente da manutenção do veículo.

Isso vale também para os gastos que serão feitos ao longo do tempo, pois o proprietário saberá quando determinado item precisará ser substituído e qual será o valor cobrado pela peça e pelo serviço. Também dá para buscar por conta própria fornecedores de autopeças de maior qualidade e preços mais acessíveis — porque haverá prazo suficiente para esperar a chegada delas.

Especialmente para veículos importados, com peças diretamente cotadas em dólar e escassas no Brasil, esse tipo de manutenção é o mais indicado.

Manutenção detectiva

Essa manutenção envolve um conjunto de metodologias que buscam garantir o funcionamento e a segurança do veículo, por meio da avaliação de todos os componentes. Ela tem a missão de detectar erros e falhas que gerarão avarias no futuro, com o objetivo de corrigir esses vícios e aumentar a vida útil das peças do automóvel.

Quando realizar cada manutenção de veículos?

Tudo depende do momento em que o cliente leva o carro até a oficina, pois é aí que tem início essa relação. A princípio, ele levará para a realização da manutenção preventiva ou corretiva. Mas vale informá-lo sobre cada tipo e quando ele deve fazer cada uma delas — com a devida transparência, você pode garantir a fidelização da clientela.

A principal recomendação é que a manutenção de carro seja feita a cada 10 mil quilômetros, ou duas vezes ao ano para os veículos que rodam menos. O tipo de utilização também revela outras necessidades, como veículos que rodam em estradas de terra ou em pisos irregulares. Eles precisam de ainda mais cuidado, até mesmo porque a quebra em lugares remotos é um dos cenários mais indesejáveis.

O que isso representa para a sua oficina?

Certamente, os custos da manutenção preventiva serão menores do que aqueles gerados pela manutenção corretiva, mas a recorrência do serviço, bem como a alta rotatividade, tende a equilibrar o caixa. E a manutenção preventiva também chega a ser um serviço de menor complexidade, que gera menos estresse e retrabalho. Além de maior satisfação para o cliente.

O essencial em qualquer oficina mecânica é que ela esteja preparada para lidar com os diversos tipos de manutenção de veículos. Ou que, ao menos, saiba identificar cada situação e instruir o cliente da melhor forma possível. Analise cada caso com um olhar apurado e focado na personalização do atendimento. Assim, irá criar uma relação duradoura com a sua clientela.

Agora que você sabe mais sobre a manutenção, veja o que esperar do comportamento do consumidor!

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