Como fazer corretamente a troca do amortecedor?
Por frasle
6 DE MAIO DE 2020 5 MINUTOS PARA LEITURA

Como fazer corretamente a troca do amortecedor?

O amortecedor trabalha em silêncio, mas influencia tudo: conforto, estabilidade, aderência dos pneus e, principalmente, segurança. Quando começa a falhar, o carro não “quebra” de uma vez; ele vai ficando diferente aos poucos – balança mais, faz barulho, gasta pneu de forma estranha.

O objetivo deste conteúdo não é ensinar você a trocar amortecedor, e sim mostrar quando desconfiar de problemas, como cuidar da suspensão e por que a troca deve ser feita com peça nova e oficina de confiança.

 

O que o amortecedor faz e o que acontece quando está gasto

O amortecedor faz parte do sistema de suspensão e trabalha junto com as molas. Enquanto a mola absorve os impactos, o amortecedor controla o movimento, evitando que a carroceria fique quicando e ajudando a manter o pneu encostado no asfalto.

É ele que:

  • reduz o balanço do carro em curvas, lombadas e frenagens;
  • colabora para o conforto dos ocupantes;
  • ajuda a preservar outros componentes da suspensão e os pneus.

Quando está desgastado, o conjunto perde controle:

  • o carro oscila mais do que deveria;
  • a estabilidade em curvas diminui;
  • pneus se desgastam de forma irregular;
  • pivôs, buchas, coxins e bieletas podem sofrer sobrecarga.

Molas cansadas, batentes deteriorados e coxins danificados também encurtam a vida útil do amortecedor. Personalizar rodas (maiores ou muito diferentes do original) é outro fator que pode comprometer o funcionamento do sistema.

Se quiser entender melhor as variações, vale conferir o conteúdo sobre tipos de amortecedor

 

Quando desconfiar que está na hora de trocar

Não existe “prazo de validade” fixo, mas existem referências e, principalmente, sintomas.

Quilometragem de referência

  • A partir de cerca de 40 mil km, já é recomendável uma avaliação mais cuidadosa da suspensão, incluindo amortecedores.
  • A revisão periódica costuma ser feita junto com outros itens, em torno de cada 10 mil km.
  • Sempre siga as orientações do manual do veículo.
     

Uso severo (muito buraco, carga frequente, estrada ruim) pode antecipar a necessidade de troca, mesmo antes dessa quilometragem.

Sinais claros de problema no amortecedor

Fique atento se o carro apresentar:

  • Vazamento de óleo no corpo do amortecedor;
  • Suspensão mais “leve e solta”, com carro balançando mais;
  • Balanço excessivo da carroceria em freadas e arrancadas;
  • Barulhos em lombadas e buracos (batida seca, estalos);
  • Pneus com desgaste “escamado” ou irregular.
     

Percebeu um ou mais desses sinais com frequência? É hora de procurar uma oficina de confiança e pedir uma avaliação completa da suspensão.

Hábitos e cuidados que aumentam a vida útil do amortecedor

O jeito de dirigir e de cuidar do carro influencia diretamente na durabilidade do amortecedor.

O que prejudica

  • Rodar com frequência em ruas muito esburacadas ou de terra cheia de pedras;
  • Passar rápido em lombadas, valetas e desníveis, freando em cima do obstáculo;
  • Ultrapassar o limite de peso recomendado pelo fabricante;
  • Rebaixar ou levantar a suspensão;
  • Rodar com pneus sempre murchos ou muito acima da pressão indicada.
     

O que ajuda

  • Manter alinhamento e balanceamento em dia;
  • Ajustar a calibragem dos pneus conforme o manual (principalmente com o carro carregado);
  • Reduzir antes das lombadas e evitar “cair” em buracos sempre que possível;
  • Realizar revisão preventiva da suspensão pelo menos uma vez por ano ou a cada 10 mil km, o que vier primeiro.

Esses cuidados valem tanto para amortecedores convencionais quanto para modelos mais modernos, como os pressurizados com tecnologia HG utilizados pela Nakata, que foram desenvolvidos para manter melhor contato do pneu com o solo em condições reais de rodagem.

Papel da oficina e do mecânico

A troca de amortecedor deve ser feita em oficina de confiança, porque envolve:

  • desmontar o conjunto de suspensão com ferramentas específicas;
  • seguir o procedimento correto de montagem (molas, coxins, batentes, coifas);
  • reapertar tudo com torque adequado;
  • testar o veículo após o serviço.
     

O mecânico também tem um papel importante de orientar o motorista, explicando:

  • quais componentes realmente estão desgastados;
  • se há peças associadas que também precisam ser trocadas;
  • por que a opção por peça nova faz diferença na segurança.
     

Menos susto na oficina, mais segurança na rua

Trocar o amortecedor não é um “extra” de conforto: é uma decisão que impacta diretamente como o carro freia, faz curvas e enfrenta buracos.

Se você:

  • entende o que o amortecedor faz,
  • sabe reconhecer os principais sinais de problema,
  • cuida da suspensão com revisões periódicas e bons hábitos ao volante.

Fica muito mais fácil conversar com a oficina sem medo de ser enganado e tomar decisões com segurança.

Para quem é mecânico ou gestor de oficina, o próximo passo é se aprofundar em técnicas de diagnóstico e boas práticas de suspensão, conectando atendimento correto, menos retrabalho e mais confiança do cliente. 

A Fras-le coloca a capacitação no centro dessa conversa — os cursos e conteúdos do EAD Fras-le são o caminho natural para transformar esse conhecimento em resultado no dia a dia da oficina.