Quais as diferenças entre os sistemas de freios a disco e tambor?

Sabemos que o sistema de freio é essencial para a segurança de um veículo. Se ele não funcionar como precisa, a segurança do condutor e de quem mais estiver na estrada está em risco. Por essa razão, a manutenção do sistema de freio deve ser dominada por um mecânico experiente, competente e bem treinado.

Você conhece as diferenças e particularidades? entre o freio a ar e freio a tambor?

Se ainda não sabe, chegou a hora de descobrir. Aproveite este artigo da Fras-le para tirar todas as suas dúvidas sobre esse tema!

Como funciona o sistema de freio de caminhão?

Dada a sua relevância, esse sistema é um dos que mais se beneficiaram com a tecnologia. Para trazer mais comodidade e segurança aos motoristas, diversas melhorias e inovações vêm constantemente sendo realizadas.

Existem cerca de 7 tipos de freios que podem ser instalados em um caminhão, porém, os freios à disco e à motor merecem uma atenção especial, pois apresentam um funcionamento um tanto complexo — embora os mecânicos mais experientes possam discordar. Os outros 5 tipos que podem ser instalados são eles: EBS, ABS, motor, ar e auxiliar.

Na prática, os freios servem para desacelerar e parar um automóvel. No caso do freio de mão, serve, ainda, para mantê-lo parado, estacionado em um lugar. O acionamento, por sua vez, pode ser ora automático ora manual.

Como funciona o freio a disco?

O material mais comum para a fabricação dos discos de freio é o ferro, porem ele pode ser fabricado em diversos outros componentes como a cerâmica e aço carbono. 

O disco de freio é acionado por meio do contato das pastilhas com os discos. O atrito causado por esse contato vai desacelerando a roda pouco a pouco. O controle é feito pelo pedal na cabine, ou seja, pelo motorista. Ele surgiu depois do freio a tambor e, inicialmente, só era usado em carros de Fórmula 1.

Quais são as suas vantagens?

Quando utilizado corretamente, a manutenção do sistema de freios a disco é menos frequente. Portanto, seu uso proporciona uma economia em paradas do veículo para manutenções dos freios. O que tende ao proprietário do caminhão gastar menos, em relação aos sistemas de freios. 

Ainda assim, os mecânicos devem conhece-lo bem, de modo que nas visitas de manutenção preventiva, estejam aptos para identificar eventuais falhas e evitar um dano posterior.

Outro benefício é sua ação rápida e linear. Mesmo que tenha sido adaptada aos carros de passeio, a proposta inicial dos freios a disco era atender a veículos que rodavam em altas velocidades, portanto, foi pensado para que funcionasse com agilidade, mas evitando o desgaste das peças nesse processo. E os componentes desse sistema são mais resistentes a temperaturas elevadas.

Quais são as suas desvantagens?

Para as montadoras, o custo de incluir essa tecnologia sai mais caro. Os itens que compõem o sistema de freio a tambor são produzidos em maior quantidade, além de serem mais simples, o que barateia sua compra. É por isso que veículos mais robustos, como os SUVs, têm custo elevado — em geral, nesses modelos, o freio a disco está presente nas quatro rodas.

Mais um detalhe que pode impactar no bolso do condutor é a manutenção dos freios a disco. Sim, anteriormente mencionamos que não se trata de uma despesa alta! Contudo, a própria operação desse sistema, o qual tem as peças expostas ao ar, fica sujeita a fatores externos. Essa contaminação em longo prazo tende a prejudicar esse funcionamento, demandando uma intervenção mecânica.

Como funciona o freio a tambor?

Mais tradicional, esse tipo é mais rígido em relação ao anterior. O trabalho desse sistema de freio de caminhão acontece por meio do atrito do tambor das rodas com a lona do freio. Também opera de forma linear e sua pressão é determinada pelo acionamento via pedal, ou seja, por quem estiver dirigindo.

Quais são as suas vantagens?

A rigidez torna esse sistema de freio de caminhão mais resistente, por isso, as montadoras o preferem na hora de fabricar veículos de grande porte, como os caminhões. Transportar grandes cargas demanda um sistema de frenagem compatível e robusto, portanto, nada melhor que o freio a tambor.

Além disso, como pontuamos, ele tem um custo inferior de manutenção. Porém, exige mais atenção no desgaste dos componentes. Todavia, a despesa com o reparo em si tende a ser menor, quando comparado a um conserto no freio a disco.

Quais são suas desvantagens?

Devido a natureza dos componentes, que é mais dura, o atrito gerado para causar a frenagem acaba aumentando a possibilidade de ocorrência de um superaquecimento. Por sua vez, esse fenômeno pode causar outros problemas, como o fading.

Fading (ou fadiga) é o que acontece quando o freio é acionado sucessivas vezes durante um longo tempo. Essa ação leva o sistema a superaquecer. Até mesmo automóveis novos estão sujeitos a isso. Com o calor excessivo, a frenagem simplesmente não faz efeito, ou seja, o veículo não reduz a velocidade.

Percebe como isso pode ser perigoso no dia a dia? Levar cargas muito pesadas também podem gerar esse episódio. Uma vez ocorrido, é preciso refrigerar para que os freios voltem a funcionar de forma regular.

E tem mais: se os componentes usados no automóvel não forem de qualidade, é possível que ocorra a vitrificação dos discos. É essencial trabalhar com peças de qualidade e proporcionar um serviço diferenciado ao cliente.

Qual deles é o melhor sistema de freio de caminhão?

Os veículos de hoje em dia incluem os dois tipos, usando a disco nas rodas dianteiras, e a tambor, nas traseiras. Uma das principais vantagens desse tipo é que, com o freio a tambor na parte de trás, ele aquece menos, o que reduz a necessidade de manutenção ou mesmo de ocasionar o fading.

O que os dois têm em comum é a necessidade de serem avaliados eventualmente, ou seja, de um mecânico fazer a manutenção preventiva! Esse hábito do condutor o preserva de maiores prejuízos, antecipando possíveis falhas que sua máquina pode apresentar.

Sabemos que nenhuma está imune a erros e que investir em seu bom funcionamento não apenas impacta a segurança, em se tratando do sistema de freio do caminhão, como também em seu valor de mercado. A prática pode facilitar boas negociações no futuro, quando a pessoa desejar trocar de automóvel.

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