Para o Mecânico

Óleo lubrificante sintético ou mineral: qual é a diferença entre eles?

Óleo sintético ou mineral para o automóvel

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Certamente você já utilizou em um veículo o óleo sintético ou mineral, não é mesmo? Mas você sabe quais são as particularidades de cada um e as diferenças entre eles? Por mais que não pareça, elas existem e podem ser determinantes para o bom funcionamento dos automóveis.

São questões que vão desde a produção do óleo, passando por sua composição e chegando até ao seu comportamento no momento de lubrificação durante o funcionamento do motor do carro. Essas características se diferem não somente entre esses tipos de óleos, mas também dentro das próprias categorias.

Por isso, neste artigo vamos explicar inicialmente quais são as funções do óleo lubrificante. Em um segundo momento abordaremos como o óleo sintético e mineral são produzidos. Em seguida elencaremos as diferenças entre eles e finalizaremos explicando como realizar a escolha do melhor óleo para o veículo.

Animado para desvendar esse mistério? Então venha conosco!

Quais são as funções do óleo lubrificante?

Como o próprio nome diz, a principal função do óleo é lubrificar as peças que entram em contato umas com as outras dentro do motor do carro. Mas quais são as consequências desse processo de lubrificação?

Podemos dividi-lo em 5 implicações vantajosas:

  • diminuição do atrito entre os elementos internos;
  • refrigeração das peças que atingem altas temperaturas;
  • auxílio na limpeza interna do motor;
  • inibição da corrosão por meio de componentes anticorrosivos;
  • atuação na vedação do motor ao ambiente externo.

Portanto, é compreensível que a decisão de qual óleo é melhor para o carro seja importante e necessite de um entendimento maior sobre o assunto.

Como são produzidos os óleos sintético e mineral?

A produção desses dois tipos de óleos se difere no fato de que um deles tem origem natural, vindo do petróleo, e o outro é sintético, passando por manipulações antes de sua utilização. Agora ficou fácil descobrir qual é qual, não é mesmo?

Pois é! O óleo mineral é originado por meio da junção de óleos básicos provenientes do refino do petróleo e do acréscimo de uma combinação de aditivos. Dessa forma, a qualidade desse tipo de óleo vai depender da procedência e da viscosidade do petróleo cru.

O óleo sintético, por sua vez, também é definido como uma mistura de óleos básicos, mas, nesse caso, eles são sintéticos, em vez de minerais. Realiza-se, da mesma forma, o acréscimo de aditivos. O ponto-chave aqui é a manipulação do óleo para o alcance das características desejadas.

Quais são as diferenças entre eles?

Uma das diferenças que já apontamos neste texto está no processo de produção. Esse é um dos fatores principais que vai ajudar a explicar as particularidades de cada óleo que serão apresentadas logo abaixo.

Custo e benefício

Por ser um tipo de óleo que não passa por manipulação, o óleo mineral acaba sendo, muitas vezes, mais barato do que o óleo sintético. A interferência humana por meio da manipulação do óleo sintético adiciona processos na produção desse líquido lubrificante, permitindo que ele cubra algumas particularidades que o óleo mineral não consegue alcançar.

Todo esse processo tem um custo que é refletido no valor final do produto oferecido ao consumidor. Por outro lado, o óleo sintético propicia uma economia maior do combustível do carro e responde melhor aos veículos mais modernos que surgem no mercado.

Durabilidade

A composição química mais sofisticada dos óleos sintéticos é um ponto positivo quando tocamos no quesito de durabilidade, tanto do ponto de vista do óleo quanto das peças do motor.

O óleo sintético acaba durando mais por ser mais elaborado e por apresentar componentes mais sofisticados, proporcionando uma menor oxidação às peças lubrificadas.

Viscosidade

Nesse quesito, o óleo mineral é o que apresenta maior viscosidade. Isso pode ser uma vantagem se estivermos falando de carros mais antigos, mas uma desvantagem para os veículos mais modernos.

Além disso, por ser menos viscoso, a utilização do óleo sintético tende a proporcionar uma formação menor de borras no interior do motor.

Como escolher o óleo ideal para o carro?

A escolha do tipo de óleo que você deve utilizar no motor envolve diversas variáveis e não é uma tarefa fácil. Entretanto, existe uma maneira simples e rápida de realizar essa tarefa, mas contaremos a você apenas no final dessa seção.

Antes é importante entender que o óleo é um líquido viscoso e que tem sua viscosidade alterada de acordo com a temperatura na qual ele se encontra.

Dessa forma, um fator importante é a viscosidade que o óleo assume quando está em temperatura ambiente e quando é aquecido até a sua temperatura de trabalho, que são justamente os números que aparecem nas embalagens (ex: 5W-30).

Mas como saber qual será a temperatura que o motor vai atingir entre outros fatores que definirão qual o tipo de óleo mais adequado? Aqui, revelamos a boa notícia: você não precisa saber disso!

Durante o processo de produção de um motor, os fabricantes realizam inúmeros testes com diferentes tipos de óleos e identificam quais são os mais adequados para o uso eficiente daquele motor em específico.

Para consultar essa informação basta procurar no manual do veículo a seção que fala sobre a lubrificação do motor. Lá estará especificado qual o óleo mais adequado para o veículo e de quanto em quanto tempo deve ser feita a troca, sem que você precise se preocupar em desvendar todo o mistério por trás disso.

Chegamos ao final do nosso texto. Aqui, apresentamos as funcionalidades dos lubrificantes, explicamos as diferenças entre o óleo mineral e o sintético e demos uma ótima dica para que você possa escolher adequadamente o melhor óleo para o veículo do seu cliente.

Essas informações serão muito úteis no dia a dia da sua oficina mecânica e vão auxiliá-lo a tomar a melhor decisão na hora de escolher entre o óleo sintético ou mineral. Assim, você poderá oferecer um serviço mais completo e preciso.

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